31 de out de 2008

Fala mas não me rela!

Não sei se todo mundo é assim, mas tenho verdadeiro ódio que gente que não conheço me toque, segure ou encoste. É uma sina quando um estranho (principalmente) começa a me encostar no ônibus, pior ainda se for visivelmente com "más intenções". Pensei que com a idade ficaria livre disso, mas qual! Tarado não vê idade, vai se encostando e se a gente não toma uma providência dali a pouco estão esfregando na gente.

E nem adianta olhar feio porque o cara-de-cachorro vira pro outro lado, disfarça como se não fosse com ele. Se a gente não dá um show de baixaria ali mesmo, nem sei onde isso vai dar.

Outro dia estou de pé porque só sigo por 3 paradas, o trólebus quase vazio, eu curtindo meu sonzinho bem sossegada quando sinto um objeto estranho me encostando por trás. Olhei para o sujeito, não deu outra: virou a cara pro lado, olhou pela janela, fez que não estava ali.

Agora imaginem a cena ridícula: o trólebus praticamente vazio e nós dois ali, no corredor, o filho de uma que ronca e fuça me encostando por trás. É claro que baixou a lavadeira aqui, mas eu com toda a educação perguntei o mais alto que pude:

- Moço, será que não tem outro lugar pra você ficar, não? Tem que ser justamente AQUI?

Ele deu uma disfarçada e foi saindo de fininho, se não sai ia levar uma cotovelada no meio das costelas e ia ter baixaria, ah se ia...

E quem segura a gente na rua? Estou passando sossegada, uma cigana me segura pelo braço dizendo que quer falar comigo. Fala mas não encosta, pô! Aliás não fala nada, nem quero papo com cigana, dou um safanão libertando meu braço e ele fica lá me rogando praga. Praga de urubú...

E você, o que faz nessas circunstâncias? Será que vale a pena dizer:

- Moço, não me encosta que eu sou leprosa, você pode se contaminar...

Ou alguém aí tem alguma coisa mais criativa?

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29 de out de 2008

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15 de out de 2008

O calor chegou, ai, ai!

Finalmente, depois de um início de primavera digno da Sibéria, com ventos frios e cortantes, chegando a quase 0 de temperatura no sul, eis que surge o sol. E vem com tudo, estalando, parece que vem caindo sobre a Terra. E nem bem chegou trouxe de volta aquele incômodo que era encoberto (ou parcialmente encoberto, conforme o caso) pelas dezenas de blusas de frio.

Estou lá tranquila no ônibus, curtindo meu sonzinho e quando me aproximo da porta chega perto de mim um elemento, levanta o braço e segura no ferro logo acima de mim. E eu quase caio de costas, mareada pelo cheiro que vem daquela axila peluda, suada e fedorenta.

Na hora de voltar pra casa venho ao lado de uma garota bonita, bem vestida e maquilada, mas quando se levanta e ergue o braço para apoiar-se no banco, só não vomito porque ainda não jantei.

Será que durante o inverno as pessoas perdem o hábito de usar desodorante? Ou não têm o costume do banho matinal? Pelo amor de Deus, além de nos apinharmos como sardinhas nos esfregando em pessoas suadas ainda temos que aguentar o mau-cheiro?

Deveria haver uma lei contra empestear o ambiente, principalmente se for fechado. Que tal criar uma lei municipal que impeça as pessoas mal-cheirosas de entrar no ônibus? Não sei bem como seria a fiscalização, mas algo assim: você bota o bilhete na catraca e em seguida levanta os braços para o fiscal dar uma cheiradinha. Em caso de supremo fedor, você teria que deixar o veículo, ou no mínimo teria que permanecer com os braços abaixados.

Se as companhias não pudessem contratar fiscais, que tal um aparelho, tipo bafômetro, que medisse a quantidade de mau-cheiro que a pessoa exala? Nome eu já tenho um, posso sugerir: que tal catingômetro?

Se fossem contratar fiscais, a medida ainda criaria uma nova oferta de emprego: fiscal de axilas, só não sei se haveria muita procura. Ou se resolverem criar o catingõmetro, em breve haveria fábricas de catingômetro, que também gerariam novos empregos.

Assim se matariam 2 coelhos com uma só cajadada: eliminavam-se os fedorentos do ônibus e ao mesmo tempo melhorava-se o mercado de trabalho, com a criação de novos empregos.

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10 de out de 2008

Recado Musical

Essa canção é ótima e ela por si só já diz tudo, não preciso acrescentar mais nada:



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8 de out de 2008

Chatos de galocha

Diga-me aí, caro leitor, o que é que faz uma pessoa no metrô ou no ônibus puxar papo com quem está com um livro aberto ou com um fone de ouvido? É sabido que metrô e ônibus são coisas chatas, a gente fica naquele empurra-empurra, ou sentado sem querer encarar ninguém... Pra facilitar a viagem, quem é prevenido leva um livro, uma revista ou jornal e se esconde por trás dele. Se esconde PARA NÃO SER INCOMODADO.

Quem não está a fim de ler naquele sacolejo todo e quer poupar as vistas tem hoje a opção de detonar o ouvido. Pois boto lá meu fone de ouvido com o som no máximo e estou lá bem tranquila curtindo meu sonzinho, distante da poluição sonora ambiente, não dá nem 5 minutos e o filho de chocadeira que está sentado do meu lado começa a mexer os lábios - e está olhando pra mim!

Fico ali uns segundos tentando fazer leitura labial, sorrio e aceno com a cabeça. Mas qual! Ele (ou ela, mais provável) quer CONVERSAR! E tudo girando em torno da sua pessoa, que pra mim não interessa nem um pouco. Aí eu tiro o fone de ouvido, respondo que "é mesmo", ponho de novo o fone, olho pra fora pra ver se a pessoa se toca. Que nada, está mesmo a fim de me atazanar. Me cutuca o cotovelo fazendo meu sangue fluir todo para as orelhas, que ficam que nem pimentão quando estou com raiva.

Mas a pessoa não me conhece e não sabe o risco que está correndo. E olhe que sou do tipo "fala mas não encosta", ou como se diz lá no interior "fala mas não me rela". Desconhecido falar comigo já é quase uma afronta, me cutucar então já é chamar pra briga. Olho para o personagem de cima a baixo e desvencilho o braço dos dedos grudentos do incômodo companheiro de viagem e faço cara de poucos amigos. Conto até mil e pergunto o-que-foi-que-você-disse em tom nada cordial.

A "pessoa" não se toca e toda animada começa a comentar um monte de coisas que não têm interesse nenhum pra mim, tipo quanto tempo teve que esperar na fila, como esses ônibus andam cheios hoje em dia e baboseiras do gênero "não tenho nada pra falar mas não consigo manter a boca fechada".

Faço "han-han" e soco o fone com força no ouvido, virando-me definitivamente em direção oposta ao meu candidato a interlocutor. Em vez de me concentrar na música, dedico os próximos 5 minutos de meus pensamentos à santa mãezinha do chato, a pobre que não tem quase nada com isso, a não ser não ter dito a ele quando pequeno que é falta de educação incomodar estranhos que visivelmente não querem ser incomodados.

Mas como o desconfiômetro do personagem (quem me dera!) fictício dessa "novela" parece ter vindo com defeito de fábrica, não é que ele puxa de novo meu braço? Ah, desaforo dos desaforos! Eu, irritada, solto o braço num safanão e digo, mal-criada:

- Ô moço, vai procurar sua turma e me deixa em paz.

Mais uns minutos de paz ele diz alguma coisa que não ouço de jeito nenhum e se levanta, toca o sinal e desce. Acompanho sua saída fuzilando suas costas com meu olhar mortal número 4 e quase mostro a língua quando ele olha para trás ao descer.

Suspiro aliviada, ao meu lado senta-se uma senhora gorda. Continuo irritada, rezando mentalmente e recitando um mantra pra me acalmar quando a senhora gorda me cutuca e diz, tão alto que nem preciso tirar o fone de ouvido:

- Nossa, mas como hoje está abafado, não é?

Pronto, lá se vão todas as minhas boas intenções para com o próximo...

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4 de out de 2008

Inveja mata!

Desde que comecei a trabalhar os colegas me chamam de "caxias", "puxa-saco", "amiga do chefe". É, mas eu é que sei... Vêem a pinga que tomo mas não o tombo que eu levo!

"Amiga do chefe" eu não sou, quando muito temos uma relação de camaradagem no ambiente de trabalho. Desde cedo o chefe percebe que costumo acatar ordens desde que sejam aceitáveis, ou seja, faço o meu serviço da melhor forma possível. Detesto levar "bronca" e quando levo uma me desculpo se estiver errada. Se o chefe for do tipo que "chega chegando", berrando e humilhando, a coisa entorta porque eu dou-lhe um esculacho na moral, não quero nem saber. Se ele perder a linha, vai ter que entrar de novo nela ou me demitir (sem justa causa) porque senão vou até às últimas consequências.

Quando estou errada me desculpo, conserto e agüento as conseqüências, não boto a culpa em ninguém - desde que a bronca seja dada numa boa. Chefe que gosta de montar nas costas de funcionário, quando monta na minha leva um tombo daqueles!

O chefe que não é besta logo percebe que vai ter que me tratar com o mesmo respeito com que eu o trato, ou vou tratá-lo com muito mais grosseria do que ele me tratar. Mas ele também logo percebe que pode sempre contar comigo, farei todo o possível para levar adiante projetos, melhorias, trabalho extra. Gosto de trabalhar e isso o chefe também logo percebe. E aí acho que ele começa a analisar e decide que é melhor ter-me como aliada do que como inimiga. Deve haver vantagens para ele, se começa a me tratar bem e me dá broncas a portas fechadas e cheio de dedos. Se acontece acho que é puramente porque trabalho direito e me faço respeitar.

Puxa-saco nunca fui, detesto que se pendura no saco do chefe e fica só na bajulação. E nem faço amizade, não gosto de misturar vida profissional com pessoal. Por mais que eu me dê bem com o patrão, nunca me sentiria à vontade freqüentando a casa dele, ou ele a minha. Ele fica lá na casa dele e eu bem sossegada aqui na minha.

Caxias pode ser que eu seja, se é que é ser caxias querer fazer o trabalho bem feito e colaborar com os colegas para que melhorem o deles também. Quem acha que isso é ser caxias, eu discordo, acho que sou paga para isso, estou apenas fazendo minha obrigação. Há direitos e deveres, prefiro descuidar dos direitos que deixar os deveres de lado.

Então acho que quem me chama disso e daquilo precisa mesmo é cuidar do próprio serviço e deixar que eu faça o meu do jeito que eu sei fazer. Não preciso de fiscal, acho que no fundo quem fica falando dos outros pelas costas sente inveja da competência alheia. Se gastassem mais tempo fazendo seu trabalho e achando meios para otimizá-lo como eu faço, garanto que seriam eficientes também e em breve o chefe estaria tratando-os bem melhor.

Eu disse no título do post que inveja mata. Infelizmente não mata não. Mas deveria matar.

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