30 de mai. de 2008

CPMF, CSS e outras bobagens no gênero

Quando a CPMF nasceu ganhou o nome de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) e tinha um curto prazo para acabar, era apenas um SOS que na época o governo alegava ser necessário para evitar que a previdência fosse para as cucuias. Com verba destinada à saúde, na verdade foi copiada da idéia do PT que pregava a extinção de todos os impostos, substituindo-os pelo IU (Imposto Único) que seria um desconto de 1% sobre qualquer movimentação bancária. A idéia era boa porque acabava definitivamente com a burocracia e lentidão da máquina tributária brasileira, mas o governo gostou da idéia do desconto sobre movimentação e criou o IPMF - também conhecida como "imposto do cheque".

Findo o prazo do IPMF o governo criou um "novo" tributo, batizado então de CPMF que reinou soberano durante anos e estávamos até acostumados a ele como se acostuma com um calo no dedinho do pé, mas também esse tinha seus dias contados e foi com alívio que vimos a tal CPMF dar adeus e ir-se para sempre para os confins do inferno.

Nem bem respiramos aliviados e já surge uma outra novidade governamental, dessa vez não mais em caráter provisório (tiraram o P da sigla) e lá vem de novo a CPMF de roupa nova, goela abaixo do povo brasileiro, dessa vez com o simpático nome de CSS. Que me desculpe aí o caro leitor mas não posso deixar de registrar aqui um comentário um tanto vulgar mas que se ajusta como uma luva à situação: "A bosta muda, mas os mosquitos são sempre os mesmos".

Não importa quantas vezes o mesmo imposto seja mudado e renomeado, a merda é sempre a mesma, que resulta em desconto no já ultra-estropeado salário do trabalhador, e os mosquitos somos nós, o povo brasileiro, que sempre tem que pagar a conta pelos desvios e má administração do dinheiro público.

O que necessitamos é de seriedade por parte do governo para gerenciar suas contas e fazer uma faxina na previdência, adequando-a à realidade brasileira, porque até um imbecil sabe que se deve gastar conforme o ganho e se o governo desconhece essa máxima da economia não é justo que recorra sempre ao nosso bolso quando a vaca insiste em ir pro brejo.

Já tivemos o "empréstimo" compulsório da gasolina, o aumento da contribuição da previdência em folha de pagamento e agora está aí essa sarna do IPMF, CPMF, CSS (ou seja lá como quiserem chamar, pra mim dá no mesmo) que não quer mais nos largar, como se fosse justo já receber o salário com uma coluna de lançamentos de descontos muito mais longa que a de proventos, pagar imposto sobre tudo o que consumimos ou qualquer serviço prestado, pagar imposto sobre o que adquirimos de forma legítima (como IPTU e IPVA) e ainda nos sobretaxam na conta bancária!

Como diz o Chico na música Deus lhe Pague, temos que pagar pra nascer, pagar pra comer, pagar pra vestir, pagar pra tudo, e agora ainda temos que pagar para usar o nosso dinheiro! É uma lástima saber que vivemos num país que tem um leque interminável de opções para desenvolver a economia e tudo o que o governo consegue enxergar é enfiar a faca no bolso dos trabalhadores como forma de aumentar suas divisas!

Vivemos num país de cultura econômica pobre e analfabeta, cujos parâmetros não obedecem às leis econômicas que regem o restante do mundo. Aqui não se gasta conforme se ganha nem se usa o trabalho para gerar capital. Aqui simplesmente se cria uma lei para retirar uma parte do nosso dinheiro que está em nossa conta bancária. E nem precisam de senha!

(zailda coirano)




25 de mai. de 2008

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22 de mai. de 2008

CPMF deve ser aprovada

O presidente do senado admitiu que há grandes chances de ser aprovada, uma vez que sua verba se destina exclusivamente à saúde. Parece que vamos ter que amargar de novo com esse encargo. Nem sentimos o gostinho de fazer nossas movimentações bancárias sem tributos e já está de volta mais esse desconto no salário do brasileiro.

É incrível a cara de pau do governo de recorrer ao bolso do trabalhador cada vez que suas finanças vão mal das pernas. Ainda sou do tempo em que o desconto do INSS era bem menor, mas alegando que necessitava aumentar sua renda sob pena de não poder pagar as aposentadorias essa porcentagem aumentou "provisoriamente", mas de provisório esse aumento não teve nada porque até hoje não voltou à alíquota original.

Já tivemos também o imposto compulsório, que acrescentava uma porcentagem ao preço dos combustíveis e automóveis durante um determinado período após o qual seria devolvido pelo governo, bastando apresentar as notas fiscais. Até hoje não soube de casos em que isso tenha acontecido, me parece mais um "calote governamental".

O dinheiro confiscado no início do governo Collor voltou ao bolso do trabalhador em doses homeopáticas e com redução. Conheço casos de pessoas que tinham depositado um valor que seria suficiente para comprar uma casa que ao ser devolvido daria apenas para comprar uma bicicleta. Parece piada, mas está se tornando um hábito do governo recorrer ao bolso do trabalhador cada vez que suas verbas minguam.

A diferença entre um assaltante e o governo é apenas que o assaltante nos assalta uma vez só e nos aponta uma arma, já o governo nos assalta toda hora e usa a lei como arma para isso.

(zailda coirano)

21 de mai. de 2008

Argentino que raptou e engravidou a filha é condenado a 16 anos de cadeia

O argentino de 74 anos que manteve a filha presa por mais de dez anos e a engravidou foi condenado nesta terça-feira a 16 anos de prisão, revelou a Justiça.

O caso, que lembra o de Josef Fritzl, o austríaco que recentemente confessou ter estuprado a filha e a mantido em cativeiro durante 24 anos, ocorreu no populoso distrito de La Matanza, onde há amplos bolsões de pobreza.

Eleuterio Soria, atualmente com 74 anos, foi condenado a 16 anos de prisão por abuso sexual agravado.

Segundo a Justiça, a filha de Soria foi estuprada dos 11 aos 22 anos, e teve dois filhos, de 7 e 14 anos.

O calvário da jovem terminou há 11 anos, quando conseguiu escapar e contar seu caso à polícia, revelou o promotor Sergio Antín.

A vítima, cuja identidade não foi revelada, vive hoje com um companheiro e tem outros dois filhos.

O caso Fritzl chocou o mundo em 28 de abril passado, quando o austríaco, de 73 anos, confessou ter aprisionado a filha por mais de duas décadas no porão de sua casa em Amstetten, com quem gerou sete filhos.

Meu comentário

Se a moda pega vai ser um problema! Para mim é puro machismo, esses homens acham que suas filhas e esposas lhes pertencem e podem fazer o que bem quiserem com seus corpos e suas vidas.

Acho que esse sentimento de onipotência é originado da forma machista com que vêem suas famílias: consideram-se verdadeiros reis, sua palavra e sua vontade são leis e são completamente indiferentes às leis e costumes da nossa sociedade. Passam por cima da moral e dos valores que os outros seres humanos cultuam, consideram-se acima do bem e do mal, para eles meras palavras sem significado.

Seria isso uma sociopatia? Uma doença mental? Não sou especialista, mas pessoas como essas em minha opinião deveriam ser mantidas em cativeiro porque decididamente não estão aptas a viver em nossa sociedade porque sua indiferença aos nossos valores, seja doença ou não, os torna capazes de praticar as maiores atrocidades, destruir a vida de outras pessoas, criando horrores como esses noticiados insistentemente pelos meios de comunicação.

Se são doentes, sanatório. Se não o são, cadeia neles.

(zailda coirano)


19 de mai. de 2008

"Como vai?" é um cumprimento e não uma pergunta, pô!

Será que os chatos nunca interpretam corretamente o que dizemos? Por quê será que quando a gente diz "como vai?" eles sempre começam a contar, tintim por tintim?

Quando você diz "como vai?" a uma pessoa "normal", ela responde: "bem, e você?" mas quando você pergunta a um chato... Lá vem ele contando que está mal, que a mulher o corneou, o patrão o demitiu, o carro quebrou, o cachorro morreu e a sogra que estava nas últimas se recuperou e foi morar na casa dele!

E o pior é que você, desavisado, está num daqueles dias em que parece que o tempo voa, nem bem levantou e já está atrasado. Mas não adianta ficar olhando o tempo todo pro relógio, ele não pára...

Pra ter certeza de que você não vai "fugir" ele ainda segura no seu braço! E fala bem de pertinho, se for seu dia de azar ainda tem mau hálito! E vai te babar todo, porque se hoje for aquele dia mesmo, ele é do tipo que fala babando... e nem dá pra abrir o guarda-chuva, você o deixou em casa, lembra?

Portanto, assim que passar pelo chato de novo, nada de dor na consciência, seja ele bonzinho como for, não interessa se lhe emprestou o dinheiro para a cirurgia da sua filha ou se é primo-irmão da sua mãe. Passe batido e finja que não o conhece!

(zailda coirano)

Governo quer recriar CPMF

A CPMF é a irmã gêmea torta da proposta inicial do PT, que era o IMPOSTO ÚNICO, que seria de 1% sobre qualquer movimentação financeira. O Imposto Único viria simplificar a parafernália tributária brasileira, onde um único produto pode gerar dezenas de impostos até chegar ao consumidor final - que é quem paga a conta.

A idéia a princípio era boa, e esse imposto viria substituir todos os outros, cabendo ao governo canalizar depois a verba gerada para os seus diversos setores. Ninguém ficaria isento, todos pagariam de acordo com o que recebessem. Era, portanto, um imposto democrático e do qual ninguém escaparia.

Utopia? Parece que sim, porque o governo gostou da idéia de um imposto que fosse cobrado automaticamente a cada movimentação financeira e criou o IPMF, depois rebatizado de CPMF, que seria um imposto com data para terminar e cuja verba seria destinada à Saúde, que devido à má administração do próprio governo e de sucessivos desfalques estava à beira da falência. Como sempre, eles são incompetentes em gerir nosso dinheiro e detectar quem dele está se beneficiando indevidamente e nós é que pagamos a conta.

Extinta a CPMF, mesmo depois de muito chororô do governo, hoje eles estão novamente tentando fazê-la descer por nossa goela abaixo, não se sabe por quanto tempo.

Até quando no Brasil se tomarão medidas paliativas em vez de moralizar e reformar o que não está funcionando? O governo com sua máquina tributária pra lá de arcaica já deveria ter procedido à tal reforma da qual tanto se ouve falar. Mas só se ouve falar, pelo jeito.

Para mim parece óbvio que a macro-economia do país funciona como a micro-economia doméstica: gasta-se de acordo com o que se ganha. E principalmente quando se usa dinheiro alheio (no caso, do povo), e do qual possivelmente terão que prestar contas no futuro.

O governo continua tentando aumentar sua receita à nossa custa para cobrir suas despesas (que são muito mal programadas, diga-se de passagem) em vez de adequar seu orçamento à verba que tem, ou investir parte dessa renda em setores que gerarão mais receita a longo prazo.

Mas "a longo prazo" é uma expressão que não faz sentido na cabeça de nossos governantes. São imediatistas, do já e do agora, e tudo o que necessite de tempo para reverter em benefícios fatalmente será relegado a segundo plano, como acontece com a tal "reforma tributária", que se faz necessária antes que o governo mais uma vez nos "enfie a faca" para fazer mais uma sangria em nossa já mingüada renda.

(zailda coirano)

Folha Online - Brasil - Governo prepara nova CPMF para financiar gasto da Saúde - 17/05/2008

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