3 de out de 2010

Procura-se vendedor com experiência

mineirinhoO título parece anúncio de jornal, mas não é. Trata-se de um apelo desesperado de uma consumidora em potencial que vai continuar sendo apenas ‘potencial’ enquanto não encontrar um vendedor que tenha realmente experiência e saiba o que está vendendo.

Há semanas namoro a ideia de comprar ou laptop, já olhei modelos e comparei preços, mas o que me sobra em vontade falta aos vendedores em eficiência. Logo que chego na loja, lá vem um vendedor todo solícito que se apressa a me mostrar tudo o que não quero ver, sem nem me perguntar exatamente o que estou procurando.

Por curiosidade, já que o cara não está nem um pouco interessado em vender (creio eu) já que não me pergunta o que quero ver,  pergunto se tem “all in one”. “O quê?” – pergunta o vendedor. Será que o vendedor de geladeiras veio me atender? Repito e ele continua sem entender. Explico a ele (que teoricamente deveria saber mais ou – pelo menos – tanto quanto eu) e faz-se a luz:

- Ah, acho que é “disso aqui” que a senhora está falando… Chegou essa semana.

Eu sinto-me transportada a uma crônica do Sabino. (Ah, botaram isso aí…) Tenho um mau pressentimento, mas faço uma figa e vamos lá. Ele não faz a menor ideia da configuração “disso aqui”, então eu desisto depois que ele discorre sobre o quanto o produto é bonito. Como se um comprador de computador estivesse interessado na estética do produto. Talvez ele não seja vendedor de geladeiras, vai ver é do setor de decoração

Acabo desistindo de olhar o “all in one”, que aliás tem uma placa maior que a bunda da mulher jaca, mamão, melancia ou seja lá que fruta for. Que ele não viu, vai ver é vendedor do concorrente. Enfim vejo um laptop bem bacaninha, configuração legal, mas ainda não é bem o que estou procurando. Solícito o vendedor vai procurar lá naquele mostrador só deles e encontra um do jeito que eu quero.

- Ah, mas é Windows 7 Starter… – descubro, depois que ele não consegue descobrir nada do que quero e eu tomo a frente.

Tenho uma experiência ótima com o Home Premium, que instalei em todos os meus pcs, mas ele nem me deixa continuar.

- Isso não é problema, a senhora “ranca” e “bota” XP.

Caraca! Se fosse vendedor de carro e estivesse me mostrando um Mercedes e eu reclamasse do barulho do motor, será que ele ia dizer:

- Não tem problema, a senhora “ranca” e “bota” um motor de Fusca ou de Brasília (melhor, não ia achar peça de reposição…).

Eu fico indignada quando vou comprar alguma coisa e o vendedor não sabe xongas do aparelho que está tentando me empurrar. Encosto no balcão de celulares outro dia e depois de dar uma olhada pergunto à vendedora:

- Você tem o modelo 5530?

- É celular?

Não, é o código postal do inferno, minha filha. Ou será que eu vou dar a senha do meu cartão do banco pra essa ignorante? Suspiro para oxigenar o cérebro, conto até 10.

- Modelo Nokia.

Ela não sabe, vai olhar no catálogo.

- Não tem “esse aí que a senhora falou”.

“Esse aí que a a senhora falou” é a sensação do momento e a anta não sabe. Decido comprar pela internet, não vou pagar comissão para uma idiota que sabe menos que eu sobre um produto que ela teria – teoricamente de novo – obrigação de conhecer.

Nada me deixa mais irritada quando a pessoa não faz ideia do que está vendendo e se limita a dizer:

- Olha como é bonito. (Bonito é o Gianecchini, minha filha.)

- Olha como é leve. (Se eu quisesse coisa leve comprava um pacote de algodão na loja de artigos de beleza da esquina e ia sair bem mais barato. Mais útil que essa geringonça cafona que você está tentando me vender também.)

- Olha as cores, que combinação.

Cacilda, outra decoradora. Devia estar vendendo vasos e não celulares. Pergunto se aceita cartão de memória. Ela não sabe, vai perguntar. Depois de uns 15 minutos eis que volta, afinal. Patroa, não pude ver, seu Joaquim usa avental…

Volta depois de 15 minutos e 2 consultas a outras colegas. Aceita carão.  Nem adianta perguntar até quanto dá pra expandir a memória com cartão. Tem wi-fi? Ela me olha como se eu tivesse acabado de descer de uma nave alienígena estacionada bem no meio da loja, vinda de Marte. Qual a configuração da câmera? Vídeo com outras opções de formato? Tem TV? A TV é digital? Desisto, melhor olhar no site do produto e já comprar direto de lá.

Depois de deixar mais um vendedor na mão (uns 5 ou 6 só essa semana) me pergunto porque, em nome de Deus, uma pessoa que vende um produto e que ganha a vida com isso não se preocupa em descobrir nada sobre ele.

Será que sou muito exigente? Sou uma compradora chata porque não quero que o vendedor me diga o que estou vendo (bonito, leve, etc.). Será que é demais quando estou comprando um aparelho que irá me deixar mais pobre umas centenas de reais (ou até alguns milhares) querer saber as especificações técnicas do produto?

Ou será que devo procurar o meu laptop numa loja de decoração?

Zailda Coirano

21 de mai de 2010

Quem foi que inventou o Nextel?

Você está bem sossegado no seu lugar no ônibus, imerso em seus próprios problemas, talvez até em vias de iniciar uma gostosa soneca quando o passageiro do lado começa a emitir aquele bip irritante tão já nosso conhecido. Aí ele vai sacar aquela geringonça odiosa e vai começar a berrar pra todo mundo no ônibus ouvir que ele está no ônibus, ou então dar instruções a uma secretária surda e retardada sobre como encontrar um papel numa mesa que pode estar mais bagunçada que ninho de guaco a julgar pelas instruções.

Você já está quase arrancando o maldito aparelho da mão do infeliz e berrando pra secretária idiota que é só esperar ele chegar que ele encontra o papel que todo mundo no ônibus já sabe onde está quando ele desliga. Você já vai se acomodando para aquela soneca quando a geringonça começa a apitar de novo.

Ah, e tem gente que ainda acha que celular incomoda! Porque será que todo cliente da Nextel quer que todo mundo dentro do ônibus saiba que ele é um tremendo chupa-ovo do chefe e que está às ordens para ser incomodado (e incomodar todo mundo à sua volta) 24 horas por dia? Será que ele pensa que a gente acha bonito toda essa palhaçada? E o pior é que o maldito aparelho - pasmem! - tem um botãozinho que parece que não está incluído no manual do usuário, que faz com que o aparelho funcione como um celular, permitindo que a conversa seja ouvida só por quem está recebendo a ligação! Por quê eles não o usam, esse é um dos mistérios da humanidade que nenhum psicólogo saberá explicar.

Enquanto o incômodo companheiro de viagem atende mais uma ligação do chato do chefe dele lá, que não é super-chefe mas consegue irritar mais de 50 pessoas ao mesmo tempo (só o idiota portador do aparelho é que parece gostar...) você fica pensando:

- Você pode até achar que é chique mostrar pra todos que tem esse aparelho imbecil e que tem um chefe que adora ser paparicado e tem uma secretária retardada, mas na verdade o que todos achamos é que voce é um babaca.

25 de fev de 2010

Chefe instável, quem é que aguenta?

Pior que ter um chefe, só mesmo ter um chefe instável. Valha-me Deus, quem é que consegue satisfazer um assim? Pior ainda se em vez de chefe for “chefa”, em idade fértil e portanto – sujeito a TPM. 

Hoje você toma bronca porque trouxe um problema, você precisa aprender a tomar decisões, não pode trazer tudo para a mesa dele. TPM no topo, com certeza.

Amanhã você toma bronca porque resolveu do seu jeito, onde já se viu você passar por cima da autoridade dele (dela, mais provável) e fazer o que lhe dá na telha? TPM chegando.

Depois de amanhã ele (ela) vai te chamar na sala dela e te dar a maior bronca por causa de um problema que apareceu e você nem levou pra ela, onde já se viu? Tem que vestir a camisa da empresa, ora essa!

Quem é que entende???????


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7 de jan de 2010

Férias?


Das tantas coisas que tenho birra, uma que estou tomando raiva são as férias. As férias foram inventadas - assim imagino - para que descansássemos, relaxássemos, passeássemos. Mas quem é que consegue?

Com um ano puxado como foi o meu, minha vida literalmente virou uma bagunça, mas não no sentido figurado. Virou uma bagunça mesmo. No guarda-roupa, minhas pastas da escola, meu computador. Ia tudo sendo guardado do jeito que vinha, na ordem da bagunça.

Agora de férias - adivinhem - tenho um monte de coisas pra arrumar, que como não tinha tempo de organizar nesse semestre pauleira que tivemos, ia dando pra mim mesma a desculpa de que nas férias arrumaria tudo. Agora estou de férias, com um montão de bagunça para botar em ordem. E tem como?

Eu acho que gaveta bagunçada a gente não devia arrumar, devia pegar tudo do jeito que está e jogar no lixo, começar de novo da estaca zero. Garanto que daria menos trabalho que arrumar a zona.

E já repararam o tanto de coisa inútil (ou que a gente não lembra mais para que serviria quando resolveu guardar) a gente junta no período de um ano? Se todo mundo resolvesse vender essas coisas inúteis acumuladas não se sabe porque a 1 centavo cada, acho que daria para comprar comida e acabar com a fome no planeta. Exagero? É porque você não está vendo a bagunça que está por aqui.

E como é que faz pra arrumar um armário cheio de livros? Sim, porque se você sabe ler, nos primeiros minutos já topa com um livro interessante, começa a folhear, se atraca com ele e... adeus arrumação. Lá se vão horas e horas. Pelo menos ler é adequado nas férias, fazer faxina em armário continuo achando que não é.

Pior de tudo é que como eu já fiquei meses e meses convivendo com essa bagunça, o pouco que consegui organizar agora ficou pior: não consigo achar nada no meio dessa ordem toda. Ou vai ver joguei fora o que estou procurando... quem é que sabe?

Bem, pelo menos é melhor que ter faxineira, aí ela arruma tudo de acordo com o que ela pensa. Já tive uma que "arquivou" meu grampeador dentro da minha sapateira, porque não sabia o que era aquilo...

Bem, o papo está bom, mas vou voltar pra minha "atividade preferida" nas férias. Desejem-me sorte, vou precisar...


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