13 de fev de 2008

JC ONLINE - Governo quer fim de fumódromo e cigarro mais caro

Mais uma vez os fumantes vão pagar pelos não-fumantes. Eu até entendo que devam ser tomadas medidas para evitar a disseminação do tabagismo, mas uma vez que o cidadão fuma e é dependente de um vício que não quer largar, deveria ser respeitado esse direito. Acabar com os fumódromos não vai diminuir o número de fumantes nem impedir que os jovens decidam começar a fumar, apenas vai criar problemas pra quem já fuma - e vai continuar fumando.

Trabalho em uma escola onde reservaram uma área ao ar livre para que os fumantes pitem lá seus cigarrinhos sem incomodar narizes alheios nem expor os não-fumantes à nossa poderosa fumacinha. Acabar com esse lugar não fará com que deixemos de fumar, apenas nos transferirá para outro lugar. Eu, por exemplo, irei fumar na frente da escola, na calçada (enquanto isso não for também proibido) e se houver alguma restrição, irei onde eu possa fumar, nem que pra isso eu tenha que ter um intervalo maior entre as aulas.

Tenho 50 anos, fumo desde os 13 - e certamente quando comecei fui influenciada por falsas propagandas incentivadas na época, que envolviam o cigarro numa aura de elegância - e acho que tenho o direito de continuar fumando. Não me importo se estiver fadada a morrer de câncer ou ataque cardíaco por causa de meu vício, pelo menos por enquanto. Talvez quando começar a sentir os primeiros sintomas da aproximação da morte eu mude de idéia, mas isso é uma questão de foro íntimo minha, não reconheço em ninguém, seja pessoa ou governo, o direito de tomar essa decisão por mim.

Também acho muita hipocrisia do governo atacar o tabagismo agora, ele que muito lucrou e lucra com a arrecadação de impostos do cigarro, um dos mais altos e de cobrança mais fácil e direta. Nós, os tabagistas, além de pagarmos pelo nosso cigarro (o governo não nos dá auxílio-fumo) ainda pagamos impostos.

Poderão argumentar que os fumantes dão despesas à sociedade quando adoecem por culpa do cigarro, mas acho que os sonegadores, vagabundos que não trabalham e sobrevivem à custa de bolsa-miséria, golpista e fraudadores do INSS, e outras categorias incluindo também políticos desonestos, provocam um rombo muito maior. Acho que, obedecendo à hierarquia de quem dá mais prejuízo, deveriam estudar meios de extinguí-los primeiro, antes de colocar os fumantes como bode expiatório.

Balas perdidas também matam, e muito mais depressa.

(Clique no link para ler a notícia)

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2 comentários:

  1. Interessante se chamar livro do ódio; adorei a idéia!

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  2. Olá
    Eu me inspirei no livro do ódio da antiga revista MAD, que eu adorava e essa era uma de minhas seções favoritas da revista.

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