6 de abr de 2008

ABUSO - a lei do mais forte

Hoje quero falar de um assunto sério, que merece não só meu ódio como o repúdio de toda a sociedade. Quero falar aqui do abuso que sofrem os mais fracos, entregues ao bel-prazer de pessoas desequilibradas, verdadeiros monstros.

Quero citar como exemplo o caso amplamente divulgado da garota que foi atirada pela janela do apartamento do pai, cujos vizinhos afirmaram ter ouvido momentos antes gritos "pára, pai... pára, pai" e também testemunharam violentas brigas do casal, que se acentuavam quando a menina estava presente. Seu corpo apresentava marcas de estrangulamento antes da queda. Se realmente o pai fez isso é mais um caso entre os muitos de pais que se valem de sua posição de mais forte para abusar, violentar e espancar física, moral, sexual e emocionalmente milhares (e por quê não dizer milhões?) de crianças por esse mundo afora.

Vi na TV agora a pouco o caso de um velho de 80 anos que era espancado e maltratado pelo "enfermeiro" que era contratado para dele cuidar. Casos de enfermeiros que abusam dos idosos são freqüentes, alíás acho que pessoas com tendências sádicas vêem nesse tipo de emprego uma forma fácil e agradável de ganhar dinheiro. Normalmente esse tipo de serviço é de meio-período, é bem remunerado e ainda podem contar com um velho indefeso à sua mercê para que façam dele o que bem lhes aprouver.

Quero também lembrar o caso da "senhora" que adotou uma menina aos 10 anos com promessas de dar-lhe uma vida melhor e há 2 anos a torturava martelando seus pés, prendendo seus dedos na porta, prendendo-lhe a língua com alicates, obrigando-a a comer cocô de cachorro e lamber o chão com a língua, mantendo-a amarrada e amordaçada, isso sem falar em outras torturas citadas pela menina que nem quero lembrar agora, hoje estou com estômago fraco.

Eu própria quando estava no Hospital São Bernardo, em 1978, para ter minha primeira filha sofri e testemunhei maus tratos pelas enfermeiras, não físicos mas morais. Quando uma de nós da enfermaria chamava por elas, ouvíamos coisas como: "me deixem dormir e não encham o saco, quando estavam lá no bem-bom ninguém chamou a enfermeira".

São comuns os casos de enfermeiros e enfermeiras que fazem seus procedimentos de forma brusca (estão com pressa) como se o paciente fosse um boneco sem sentimentos, esquecendo que dessa forma provocam uma dor desnecessária, e o fazem somente porque o paciente está à sua mercê, sem defesa.

Acredito que qualquer pessoa só poderia receber licença do conselho regional de enfermagem depois de passar por um extenso exame psicológico, porque essa profissão deve atrair muitas pessoas com tendências sádicas, uma vez que as coloca em uma posição de poder em relação aos pacientes, que estão física e emocionalmente debilitados, expostos à sua boa-vontade de tratá-los bem ou não. Não tenho estatísticas quanto a isso, mas tenho certeza de que se eu fosse um monstro desses, que gosta de maltratar os mais fracos, a profissão de enfermagem seria uma de minhas primeiras opções, só não vê isso quem não quer.

Quero aqui manifestar meu repúdio a esse tipo de comportamento, acho que a sociedade não pode permitir que pessoas assim continuem agindo livremente, medidas precisam ser tomadas e deve ser mantida sob vigilância a conduta de enfermeiros, babás, e qualquer pessoa que tenha sob seus cuidados idosos, doentes, deficientes, crianças. Eles precisam da proteção da sociedade porque já têm seus problemas e não é justo que venham a sofrer esse mal desnecessário.

Pessoas com essas tendências em minha opinião estão inaptas para viver em sociedade, são sociopatas que deveriam ser mantidos na prisão ou num sanatório (se é que isso tem cura) porque monstros como esses não podem receber o rótulo de "seres humanos". Eu me recuso a crer que são da mesma espécie que nós.

(zailda mendes)

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