16 de mai de 2008

Enganando o consumidor

Uma prática que vem se tornando mais freqüente a cada dia é o oferecimento do tal "seguro" ou "garantia estendida" quando compramos um eletrodoméstico. Para contratar o seguro ou a garantia (o nome varia de loja para loja) temos apenas que pagar uns poucos reais a mais por mês na prestação e contaremos com uma garantia muito maior e mais ampla do que a que nos dá o fabricante.

Sem fazer as contas o consumidor pode cair nessa balela sem notar que os poucos reais que pagará a mais por mês em sua prestação seriam no final suficientes para comprar um eletrodoméstico novo.

O vendedor normalmente é forçado pela loja a "empurrar" goela abaixo do freguês esse tipo de engodo. E digo engodo porque se você compra um celular com garantia estendida de 1 ano deveria pensar antes se ainda vai ter esse aparelho daqui a um ano. E nisso não pensamos na hora de concordar com o vendedor.

Também é de praxe a loja reagir dizendo que o defeito apresentado pelo aparelho foi causado por mau uso do cliente, se por acaso esse guardar o comprovante da garantia e quiser usá-la um dia. Mas aí já se passaram tantos meses, quem é que vai atrás?

Cada cliente pagando 3 ou 4 reais a mais por mês por um serviço de garantia duvidosa, ao final do ano a loja terá seus lucros ainda mais dilatados. E esse dinheiro extra está saindo de nosso bolso.

Se existe mesmo a possibilidade de a loja dar uma garantia extra em cima daquela que já nos dá o fabricante deveria haver leis que regulamentassem esse serviço para não permitir que o comércio use de forma aleatória esse artifício para acrescentar uma pequena quantia em nossa prestação e engordar ainda mais a conta bancária do dono da loja.

(zailda coirano)

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