3 de mai de 2008

Pai e madrasta de Isabella têm descontrole emocional segundo delegada do caso

O inquérito policial do caso Isabella, composto por mais de mil
páginas, já está nas mãos do juiz criminal Maurício Fossen. A peça mais
importante do inquérito é o relatório final da polícia, que tem 43
páginas. Nele, Renata Pontes, delegada-assistente do 9º Distrito de
Polícia diz que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá mentiram de
forma dissimulada, desprezando o bom senso de todos.


De
acordo com o relatório, há provas "robustas" de que Alexandre jogou a
menina pela janela. Segundo a polícia, essas provas são as marcas da
rede na camiseta e a pegada do chinelo no lençol. A delegada não aponta
o motivo do crime, mas diz que, baseado nos depoimentos, seria possível
concluir que não há dúvidas do descontrole emocional do casal.


No final, a delegada Renata Pontes afirma que o crime foi um ato
covarde que demonstra desprezo pela vida humana. A polícia mantém a
seguinte versão sobre o crime: Anna Jatobá feriu Isabella na testa
ainda dentro do carro, o sangue teria caído no assoalho e na lateral
esquerda da cadeirinha do bebê.



Ainda segundo a polícia, todos subiram juntos no mesmo elevador.
Isabela estava no colo do pai. No apartamento, Isabella teria sido
asfixiada pela madrasta e, depois, arremessada pelo pai pela janela do
6º andar. Reiteradas vezes, o casal alegou inocência.




Denúncia e prisão preventiva

O
promotor de justiça Francisco Cembranelli ficou com uma cópia do
inquérito para preparar a denúncia durante o feriado. O parecer do
Ministério Público deve ser protocolado na Justiça na terça-feira (6).



Será um texto curto, de apenas três páginas, mas com decisões
importantes: o promotor vai pedir a imediata abertura de um processo
criminal contra Alexandre Nardoni e Anna Jatobá pelo assassinato de
Isabella, além de reforçar a necessidade da prisão preventiva.



Para convencer o juiz, Cembranelli deve alegar que presos, Alexandre
Nardoni e Anna Jatobá, seriam julgados em, no máximo, um ano e meio,
por força da lei. Mas, se ficarem em liberdade, o casal pode ir a júri
só daqui a cinco anos.

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